Feliciano alerta sobre “fogo amigo” e diz temer “rasteira” de Mourão

  • 06/04/2019
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Feliciano alerta sobre “fogo amigo” e diz temer “rasteira” de Mourão

Como brasileiro e legislador, eu sigo a lei. Só que minha consciência, como ser humano, como pastor e mais ainda como sobrevivente de um aborto… Eu sou contra o aborto em qualquer esfera, a não ser que a vida da mãe esteja em risco. É uma vida que não tem como se defender. Respeito o que está na lei, em caso de estupro. Todavia, se eu pudesse conversar com a moça estuprada, diria que o que está dentro dela é uma vida. A mulher foi estuprada hoje, ela sabe que, se for a um médico agora, procurar ajuda, tem a pílula do dia seguinte. Não há concepção. Então, evitaria um aborto.


Evangélicos costumam citar com frequência a expressão “família tradicional”. Qual, afinal, é esse conceito?

A família tradicional é a família civilizatória. Homem, mulher e filhos. Reconheço que, hoje, existem arranjos familiares. Fui criado a partir de um arranjo familiar, em uma casa na qual só havia a minha mãe. Há legitimidade nessas famílias. Mas a família tradicional tem de ser protegida. Se ela não for, não existe família no amanhã. A nossa briga é a seguinte: quando se faz um projeto de lei, um desses projetos polêmicos, você não pode criá-lo partindo da exceção para a regra. É o contrário disso. Você deve partir da regra para a exceção.

Qual é a influência das igrejas evangélicas nas eleições? É normal pedir votos em cultos?

Sou, talvez, um dos poucos deputados da ala evangélica que vem para o parlamento sem apoio institucional de nenhuma igreja. As instituições têm organizações próprias e acabam elegendo alguém do meio delas para que seja o representante. Por exemplo: a Assembleia de Deus Madureira se reúne na sua convenção e diz: “Nós vamos ter tantos candidatos, um em cada Estado, e esse é o candidato oficial da nossa igreja”. Assim fazem a Universal, a Assembleia de Deus Missão, a Quadrangular, o RR Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus). Embora eu seja da Assembleia de Deus, a igreja não me apoia institucionalmente. Culto não pode ser usado para pedir voto. O altar é sagrado. Existe momento e hora para isso. Nunca falei sobre política no culto. O que é feito na rua é outra coisa. Da calçada para fora, se quiser distribuir um profetinha – eu não chamo de santinho, porque santo só Deus –, tudo bem. Feito lá fora, tudo bem.

O senhor com frequência demonstra insatisfação quanto à forma como os cidadãos evangélicos são representados na mídia. Por quê?

Sempre que aparece em programas de entretenimento ou em novelas, o evangélico é colocado como louco, lunático, maluco, desequilibrado, como um fanático religioso. E os evangélicos não são assim. Não todos. Você não pode generalizar. Parece que é feito de propósito para descaracterizar o evangélico ou nos colocar diante da sociedade como párias. É desonroso ver uma TV como a Globo, que é tão poderosa, tentar humilhar os evangélicos. Uma emissora, embora tenha autonomia, tem concessão pública. Não pode usar seu poder para atacar um povo que não faz nada de mais a não ser orar. Evangélico não fuma, não bebe, não mata, não rouba, e, quando isso acontece, é punido. Quero só respeito conosco.

O senhor já classificou o deputado cassado Eduardo Cunha como herói por ter “derrubado o PT”. Como o senhor vê o deputado cassado hoje?

Eduardo está pagando pelo crime que cometeu. Gosto dele como pessoa. Não volto atrás daquilo que falo. Eduardo deu ao Brasil um presente. No futuro, a história vai dizer. Foi Eduardo quem derrubou o PT, não foi o parlamento. Porque todo mundo sabe que não havia peito aqui dentro para derrubar o PT. Não vou entrar no mérito do porquê, mas foi ele quem fez. O aborto só não se tornou lei até a 12ª semana porque o Eduardo segurou aqui, como cristão que era. O Plano Nacional de Educação, que foi votado aqui, estava cheio do que nós chamamos de ideologia de gênero. Iriam transformar nossas escolas em pontos de reconstrução da sociedade. Então, não é porque você fez 99 coisas boas e uma errada que vou te crucificar para sempre. Oro pela vida do Eduardo, faço votos que pague pelos crimes e termine com isso. Vou ter por ele sempre essa visão. Para mim, o Brasil ainda não teve um político tão preparado intelectualmente como Eduardo Cunha.

Como está a atuação do STF atualmente e sua relação com o congresso nacional?

Muitas pessoas acabam espancando o Supremo, mas porque não conhecem a realidade política. A covardia da Câmara em alguns assuntos faz com que o STF cresça. Esse poder que ascende, no caso o Supremo, deveria ter a hombridade de não extrapolar sua esfera de atuação. Infelizmente, o Supremo tem atravessado as linhas imaginárias que separam os poderes. Um exemplo: o casamento homossexual. A Constituição diz uma coisa, o Supremo diz outra. Então, se você rasga um artigo, a Constituição inteira está sob risco. O que tinha de acontecer era desligar a TV Justiça. Copiar os países de primeiro mundo, democracias maduras. Os Estados Unidos não têm televisão em cima da Justiça. Não podemos ter o espetáculo do julgamento.

O senhor defende uma CPI para investigar o Judiciário, nos moldes da recém-arquivada “Lava-Toga”?

Defendo qualquer CPI. A maioria dos deputados tem dificuldade em assinar CPI por causa de acordos. Nunca retirei assinatura de uma CPI. Esta Casa existe para isso. Se há uma denúncia, vamos investigar. Quem não deve não teme.

Quais são seus planos futuros na política? Sonha com a Presidência da República?

Sou um parlamentar, fui eleito pelo povo. Estou aqui no meu terceiro mandato, participei de uma eleição atípica. Achei que não ia conseguir e vim ungido por quase 250 mil votos. Eu quero continuar servindo o povo, da melhor maneira possível. Quero um país mais justo _ isso não é só discurso de esquerda. Sou novo, tenho 46 anos. Sonho um dia poder governar o nosso país. O IBGE diz que, em 10 anos, o Brasil será um país majoritariamente evangélico. Dos evangélicos aqui da casa, eu não sou o maior, nem o melhor, mas acho que sou um dos mais atuantes. O povo tem respeito por mim. Quando o justo governa, o povo se alegra. Não que eu seja mais justo que os outros, mas essa justiça está atrelada àquele que tem uma fé viva em um Deus vivo. E tenho uma fé viva em um Deus vivo.
Fonte: https://noticias.gospelmais.com.br/feliciano-fogo-amigo-temer-rasteira-mourao-110617.html ¦ Gospel+

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